Programa para Usuários de Crack de São Paulo apresenta resultados positivos.

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por Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual.

Todos os participantes do De Braços Abertos estão reduzindo o consumo de drogas desde a implementação do programa social, há três meses. A afirmação foi feita hoje (15) pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante aula de jardinagem para participantes do projeto, no bairro do Bom Retiro, no centro da capital.

“Os médicos atestam que a diminuição do consumo tem sido sistemática. Obviamente que uma pessoa que passou 10 anos consumindo 20 ou 30 pedras por dia não vai conseguir se livrar do vício em uma semana. Mas não tenho relato de ninguém do programa que não tenha tido avanços significativos”, afirmou.

Ao todo, 20 beneficiários do programa participam do projeto Fábrica Verde, organizado pelas secretarias municipais do Trabalho, de Educação e do Verde e Meio Ambiente. São oferecidos cursos de capacitação em paisagismo, plantio de jardins comestíveis, produção de mudas e compostagem.

Os participantes do De Braços Abertos terão, no projeto, carga horária de 160 horas, divididas entre aulas teóricas e práticas. A orientação deve ocorrer pela manhã, em uma organização não governamental parceira.

“Tem muita gente que é usuária de drogas e tem uma vida familiar e laboral próxima da normalidade. Não se pode imaginar que a pessoa só retome seu dia a dia no absenteísmo total da droga. O retorno se dá gradualmente no trabalho e no contato pessoal”, disse Haddad. “Alguns estão há três semanas sem consumir, outros, há três dias, mas todos estão reduzindo. Alguns já estão dispostos a encarar o desafio de um trabalho com carteira assinada e outros, a voltar para suas cidades de origem. Nós vamos apoiá-los.”

Em fevereiro, durante o primeiro balanço do programa, Haddad anunciou que a redução no consumo de drogas dos participantes chegava a 70%. O programa, iniciado em 14 de janeiro, oferece vagas em hotéis para moradia, três refeições diárias, participação em uma frente de trabalho de varrição por quatro horas diárias, duas horas de capacitação e renda de R$ 15 por dia. Os beneficiários estão sendo acompanhados individualmente.
Em geral, 86% dos participantes conseguem manter frequência regular nas frentes de trabalho, de acordo com as equipes de acompanhamento. As faltas ocorrem, geralmente, por motivo de recaídas, exaustão física, doença ou turbulências em suas vidas sociais.

Sobre os demais moradores de ruas, o prefeito informou que continuará com as políticas de acolhimento em albergues e com a oferta de serviços de saúde

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